Missa do Galo na Redinha

Retomada tradição há muito interrompida.
Foi realizada a Missa do Galo na Redinha, na véspera de Natal pelas 22:00 horas.
Foi celebrante o Padre Laudo Corrêa, que na mensagem de Natal, além de citar o Papa Bento XVI, tocou em pontos sensíveis para a fé Cristã. Toda a mensagem de Natal do Padre Laudo Corrêa, é rica de ensinamentos, -- pelo que convidamos a ler a mensagem completa e que abaixo reproduzimos, -- mas destacamos alguns pontos, que embora não sendo os mais importantes, são os mais sensíveis.
Quando falou do “Natal do consumo” disse:
“Sufocam-na, [ao menino Jesus, criança indefesa] apesar das crises, fazendo do Natal a festa da sociedade de consumo, do esbanjamento, festa dos presentes; festa de uma bondade generalizada, de cumprimentos fáceis, de um difuso sentimentalismo, de generosidade e de emoção pouco duradouros.”
Mais à frente, falou a respeito de um Natal, que se fica apenas pela imagem do menino Jesus, rico de símbolos, mas vazio de fé:  
… [para algumas pessoas] “afinal, é preciso um pretexto, para dar certa aparência religiosa ao natal pagão. É mais fácil para muita gente viver um cristianismo adocicado e cómodo do que ouvir as palavras exigentes e inoportunas que essa criança trouxe aos homens.”
Esta passagem, levou o sacerdote a fazer um apelo, à reafirmação da fé e continuou:
“Em outras está sem vida, inerte. Por essa razão é que passado o tempo de Natal, tudo volta ao que era antes… Quem assim pensa está negando uma das afirmações centrais da fé: que Jesus está vivo no meio de nós, até ao fim dos tempos (cf. Mt. 28,20).”
A mensagem terminou com: o desejo de um Santo e feliz Natal, na Fé, Esperança e Caridade.
Assistiram à Missa, mais pessoas de fora, do que da Vila. Das cerca de 30 pessoas, presentes metade eram de foram da Vila, embora fossem da freguesia. Só quatro dos presentes, eram residentes da Redinha, (não contando como as pessoas do Coro).
E como se costuma dizer: “quem salvou a honra do convento”, foram cerca de quinze pessoas, de uma só família, que está ligada pelo afecto, à Redinha e que só eles… encheram metade da igreja. Estas pessoas são descendentes do Sr. Feijô, que foi residente da Redinha.
No final, a Comissão da Igreja, ofereceu um chá, que reuniu os fiéis na Casa Paroquial. Nesse convívio, algumas pessoas aproveitaram para expressaram que: “gostaram muito da missa” e revelaram a intenção, de voltar no próximo ano; se houver Missa do Galo outra vez.
Apesar da pouca afluência, de fiéis a Missa do Galo na Redinha, esta foi classificada pelos presentes como: um sucesso e a repetir no próximo ano.

Transcrição da Mensagem de Natal, do Padre Laudo Corrêa, lida na Missa do Galo deste ano, na Redinha:
(Destacámos a negrito, as passagens que utilizámos na notícia, para melhor compreensão do contexto).
Natal: uma grande Luz brilhou para nós!
A Palavra se fez carne e habitou entre nós!
Não há quem permaneça insensível diante das festividades do aniversário do nascimento de Jesus.
O que se deve ao facto de Jesus não ser uma tradição anual, não ser um mito, não ser uma fábula: Jesus é parte verdadeira da nossa história humana; Jesus que nasce é a Palavra de Deus que se faz carne.
O Menino da Manjedoura, é o sublime protagonista desta história de amor entre Deus e o Homem.
“ O Natal ajuda-nos a compreender que Deus nunca nos abandona e vem sempre ao nosso encontro, protege-nos e preocupa-se por todos nós, porque cada pessoa, sobretudo a mais pequena e indefesa, é preciosa aos Seus olhos de Pai rico de ternura e misericórdia” (Bento XVI).
Para reconquistar os homens, para elevá-los a si, para falar com eles, para permanecer entre eles, Deus veio a este mundo como uma criança indefesa.
E como é frágil, muitos sufocam-na. Sufocam-na, apesar das crises, fazendo do Natal a festa da sociedade de consumo, do esbanjamento, festa dos presentes; festa de uma bondade generalizada, de cumprimentos fácies, de um difuso sentimentalismo, de generosidade e de emoção pouco duradouros.
Outros sufocam o Deus-Menino impedindo-o de crescer: Deus permanece criança por toda a sua vida; apresentando-se como uma frágil estatueta de terracota ou de madeira; afinal, é preciso um pretexto, para dar uma certa religiosa ao natal pagão. É mais fácil para muita gente viver um cristianismo adocicado e cómodo do que ouvir as palavras exigentes e inoportunas que essa criança trouxe aos homens.
Torna-se, pois, fundamental, reafirmarmos a nossa fé na presença de Deus no meio de nós. Em muitas pessoas e ambientes, essa presença cresceu e tornou-se actuante e eficaz.
Em outras, está sem vida, inerte. Por essa razão é que passado o tempo de Natal, tudo volta ao que era antes. Há quem diga que a humanidade é assim mesmo e que só Deus pode mudá-la. Diante desta verdade, muitos ficam esperando pela volta de Cristo para acabar de uma vez com essa história e passar o mundo a limpo.
Quem assim pensa está negando uma das afirmações centrais da fé: que Jesus está vivo no meio de nós, até ao fim dos tempos (cf. Mt. 28,20).
Queridos fiéis podemos dizer que o Natal nos ensina, simplesmente: “a sermos dóceis, a inclinar-nos perante a vontade de Deus, que através do Seu Filho vem ter connosco, a fim de tornar realidade o que de outro modo, sem a Sua Graça, não poderíamos projectar nem realizar” (Lucio Coco).
Portanto, o Natal é um convite para nos aproximarmos, da gruta de Belém como os pastores, para nos deixarmos inundar pela Sua Luz, irradiá-la sobre todas as realidades humanas, para compreendermos melhor o sentido e o valor da vida.
No Natal nasce Jesus, a Luz do mundo: “quem ama o seu irmão permanece na Luz”.
Um Santo e Feliz Natal na Fé, na Esperança e na Caridade!
Pe. Laudo Corrêa
Pároco de Santiago da Guarda, Degracias e Redinha”
(Fim de transcrição)

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1 comentários:

Esta Missa do Galo foi sem dúvida um momento de grande beleza!
A Celebração Eucarística a que assistimos, revestiu-se de um imenso simbolismo espiritual apresentando rituais que nos ajudaram a viver o nascimento de Jesus de uma forma mais intensa e profunda.
A Homilia proferida pelo Reverendo Pároco, foi sem dúvida um momento alto desta Celebração, dando um sentir e um sentido renascido a esta ocasião tão importante da nossa vida como Cristãos.
Não podemos deixar também de salientar a contribuição do coro que acompanhou esta Eucaristia entoando cânticos alusivos à quadra Natalícia, bem como alguns pormenores (belos paramentos, decoração da Igreja) que também ajudaram a dar dignidade e sentido estético a esta Celebração.
Família Côrte-Real (Fijô)

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